Segunda-feira, 05 de
janeiro de 2026.
De volta ao recomeço
Inicio este ano da graça de dois mil e vinte e seis, retomando um de meus maiores prazeres - conversar com as palavras!
4 anos do último escrito por aqui, nesta minha página. Quando fiz 60 anos. Estou na antevéspera dos 64. Agora, um pouco mais liberada de outros encargos, pessoais e profissionais, espero vir aqui mais vezes, quando for possível, sem pressão ou data marcada.
Deste tempo todo, falar sobre o quê?
Certamente, a maior novidade é que mamãe completou 100 anos em 2025 e já emplacou 26. Que mulher danada! (Ela responderia logo: danada, não! Esperta!) A convivência muito próxima com ela ensina, todo dia, o que realmente deve importar nesta vida e, sem dúvida, exercita a paciência e a busca por equilíbrio com que devemos transitar diante das adversidades. É um desafio diário!
Nem sempre foi assim com clareza e possibilidade. Demandou dias atribulados, noites insones, choro no banho, meses sem perspectivas e anos de incertezas. Mas, ao fim e ao cabo, resulta na consciência de que há o imponderável e o que foge de seu controle e que não se deve gastar energia em todas as frentes.
Aprender que escolher as batalhas a enfrentar também é um modo de ir à guerra.
Em tempos de tantas guerras reais e simbólicas, nada mais apropriado do que procurar entender seu próprio campo de batalha.
Quando ainda se ouvia música em formato disco (CDs), com mais frequência, (porque eu sigo escutando os meus antigos); num tempo em que não havia redes sociais, canais digitais ou ir a shows era uma experiência menos acessível, tinha como um dos meus outros prazeres fazer seleções musicais, gravar num CD, imprimir uma capa, dedicar a algum amigo e dar-lhe de presente. Dia desses, encontrei um rascunho de uma destas seleções. Pois bem, nestes últimos anos, teve dias em que sequer ouvi uma música, uma única sequer. Houve um silenciamento que não conseguia entender, já que sempre amei música. Também estou conseguindo retomar as seleções. Agora, num canal digital, já fiz uma "para mamãe" e outra "para quando eu morrer".
Recomeço também as leituras livres do teor profissional e que, neste período, andaram escassas. Outro silêncio inexplicável, porque livros são minha melhor companhia. No momento, iniciei um que leio de manhãzinha e à noite, na casa de mamãe, enquanto ela dorme; um que fica aonde estão meus pertences, que leio quando passo por lá e outro no leitor digital. Quando os terminar, veremos se vai dar alguma resenha. Os 3 são de literatura. Nada específico de Serviço Social, do Direito, das áreas de Saúde, de Direitos Humanos ou da Assistência Social - estes, deixo para o horário diurno, quando necessário, por dever e por necessidade vital de compreender a realidade.
Antes, estabelecia horário para as telas. Com os silêncios na música e na leitura, houve um desregramento. Hora de recomeçar a ter hora certa para acessar redes e internet. Hoje mesmo comentei com alguns colegas, que estudos comprovam que se apreende mais na leitura impressa que rolando as telas (economizar papel quando se imprime e a energia gasta nos usos de celular e de computador deve ser perseguido, sem estresse e sem ilusão de que nossa contribuição individual para salvar o planeta da crise climática deva ser maior do que as outras fontes de desastres, como por exemplo, a água consumida para rodar os computadores que guardam os dados e as informações - os chamados data centers, em tempos de Inteligência Artificial (IA), que já seduzem muitos sem nem se darem conta do custo.
Finalizo este recomeço lembrando o que me norteia quando escrevo: serve a mim mesma, em primeiro. Quando compartilho para alguns ou tantos, espero que sirva para que me (re)conheça(m) um pouco mais.
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